sábado, 9 de agosto de 2008

e-mail

Recebi um e-mail.

"Hoje eu acordei sobre uma certeza, tenho cancer cerebral.
Hoje eu acordei sobre uma certeza, seis meses de vida.
Hoje eu acordei feliz."

Uma garrafa de Vodka por favor!
Só quero beber, não quero pensar. Como ela pôde? Me contar assim, e ainda se sentir feliz? Pelo amor de Deus! Vodka! Domus! Qualquer coisa por favor!
Foda-se, foda-se!

"Preciso de você hoje. Apenas você, quem seria melhor para estar ao meu lado, quando encontro a felicidade? Hoje, preciso de você hoje."

Porque não ir na contramão? Que merda, que porcaria, porque fazer isso! Porque não se chocar contra um desses farois? Porque você não atirou logo em minha cabeça, mas preferiu me envenenar com um e-mail? Porque você ainda quer me ver?

"Você entenderá a minha felicidade. Espero por ti. Te amo."

Meu amor me embebeda, não a vodka. Nunca vou entender, porra. Porra! Se sua senteça é a sua felicidade, ela é a minha desgraça! Porque não atirou logo porra! Mas pode deixar eu mesmo acabo com isso!

Vroooommmm, druooonnnnhhhhhhg.







Obs.:Ela já tinha cometido o suicidio antes dele. Deixou duas cartas sobre a mesa:

1° " Para K.: Eu aceito seu pedido de casamento, ele será realizado no céu, Deus será o nosso padre, e os anjos nossas testemunhas, e o amor a nossa salvação.

2° "Para o resto: Podem me usar como audiencia."

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dias incompreendidos

Ela pousou sobre mim aquele olhar irônico e interrogador, seus lábios tremulos denunciavam que queria dizer algo, mas prefiriu calar-se, ou então não tinhas forças para falar. Esperava apenas por alguma resposta por toda aquela confusão. Eu não queria responder a nada.

Ele circulava pela sala, por vezes olhava para mim. Seus passos era leves, por vezes pesados, alguns apressados, outras vezes indicavam o seu estado reflexivo.

Toda aquela agitação e olhares estupefatos me incomodava. Eu continuava ali, deitado no sofá, com os braços cruzados, olhando para o vazio de uma casa, esperando apenas alguma sentença, que por via considerava exagerada. Pois o que aconteceu foi nada demais, algo absolutamente normal. Não entendo porque as pessoas apenas se importam com o que está nas fronteiras de sua família. Pois o que aconteceu neste lar, já ocorreu em vários outros, e ninguém tratou isso com tanta pertubação.

Ele saiu da sala, mas logo voltou, trouxe até a sala, rastejando, uma cadeira de cozinha. Colocou-a em frente ao sofá, sentou-se nela e passou a olhar para mim.
Ela soltava lágrimas.
Sentiria o quê nesse momento? O fundo dos seus olhos diziam haver ali amor, medo e desespero.
Cada respiração presente naquela sala era distinta. Uma calma e serena, outra ansiosa, e por fim a da mulher, que sempre vinha acompanhada por soluços e suspiros.

_ O que espera da vida? Me diz? - Dizia o homem, com os olhos fechados como se estivesse imaginando a resposta - Esqueceu de sua família? Esqueceu que existe responsabilidades?

_ Esquecer? Impossivel esquecer, é o que tento sempre, mas não consigo, se tivesse esquecido nada disso teria acontecido, pois o que fiz foi apenas para esquecer tudo isso.

Ela sentou-se na cabeçeira do sofá, um gesto dela me colocou sobre arrepios, sua mão pousava sobre o meu rosto, e murmurava palavras.

_ E agora meu filho? E agora?
_ E agora mãe, que continuaremos com a vida normal, afinal o que mudou? Nada mudou.
_ Mudou sim, você que é tonto e não percebe, você é doente?
_ Não mudou nada. - Insistia eu.

Ele se agitou, colocou as mãos sobre a cabeça, soltou gemidos de fúria e desespero. Depois desceu da cadeira e ajoelhou-se em minha frente, mas dizia palavras que não se referiam a mim, ele pedia algo, pedia a Deus. Não entendo, não compreendo, porque olhar para cima, onde só existia o teto, Deus? Não compreendo, não compreendo.

Não compreendo tudo isso, toda essa vida e esse mundo. Não compreendo as pessoas, que por muitas vezes não conseguem compreender nada.
Parecem surdas, mudas, cegas e sem tato, parecem que vivem por um proposito menor, sem destinção do que é real ou não.
Tento e quero esquecer tudo isso. Acho que somos uma geração onde tudo se desenvolveu rapidamente, de uma forma que nem nossos pais conhecem as respostas, portanto os filhos passam a viver perdidos, desde o momento que aprenderam a pensar e questionar.

_ Não tenho respostas pai, não tenho, e acredito que Deus também não tenha.

O silencio brotou ali, naquela sala. Todos olharam para mim, mas sem aquela ironia. Todos compreendiam, pois ali, todos são almas perdidas em uma vida perdida de um tempo perdido.

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Devaneios insaciáveis de uma mente sem fim --- Assiris

Esse post teve problemas com a fonte, comente no post acima, q é o mesmo...

Ela pousou sobre mim aquele olhar irônico e interrogador, seus lábios tremulos denunciavam que queria dizer algo, mas prefiriu calar-se, ou então não tinhas forças para falar. Esperava apenas por alguma resposta por toda aquela confusão. Eu não queria responder a nada.

Ele circulava pela sala, por vezes olhava para mim. Seus passos era leves, por vezes pesados, alguns apressados, outras vezes indicavam o seu estado reflexivo.

Toda aquela agitação e olhares estupefatos me incomodava. Eu continuava ali, deitado no sofá, com os braços cruzados, olhando para o vazio de uma casa, esperando apenas alguma sentença, que por via considerava exagerada. Pois o que aconteceu foi nada demais, algo absolutamente normal. Não entendo porque as pessoas apenas se importam com o que está nas fronteiras de sua família. Pois o que aconteceu neste lar, já ocorreu em vários outros, e ninguém tratou isso com tanta pertubação.

Ele saiu da sala, mas logo voltou, trouxe até a sala, rastejando, uma cadeira de cozinha. Colocou-a em frente ao sofá, sentou-se nela e passou a olhar para mim.
Ela soltava lágrimas.
Sentiria o quê nesse momento? O fundo dos seus olhos diziam haver ali amor, medo e desespero.
Cada respiração presente naquela sala era distinta. Uma calma e serena, outra ansiosa, e por fim a da mulher, que sempre vinha acompanhada por soluços e suspiros.

_ O que espera da vida? Me diz? - Dizia o homem, com os olhos fechados como se estivesse imaginando a resposta - Esqueceu de sua família? Esqueceu que existe responsabilidades?

_ Esquecer? Impossivel esquecer, é o que tento sempre, mas não consigo, se tivesse esquecido nada disso teria acontecido, pois o que fiz foi apenas para esquecer tudo isso.

Ela sentou-se na cabeçeira do sofá, um gesto dela me colocou sobre arrepios, sua mão pousava sobre o meu rosto, e murmurava palavras.

_ E agora meu filho? E agora?
_ E agora mãe, que continuaremos com a vida normal, afinal o que mudou? Nada mudou.
_ Mudou sim, você que é tonto e não percebe, você é doente?
_ Não mudou nada. - Insistia eu.

Ele se agitou, colocou as mãos sobre a cabeça, soltou gemidos de fúria e desespero. Depois desceu da cadeira e ajoelhou-se em minha frente, mas dizia palavras que não se referiam a mim, ele pedia algo, pedia a Deus. Não entendo, não compreendo, porque olhar para cima, onde só existia o teto, Deus? Não compreendo, não compreendo.

Não compreendo tudo isso, toda essa vida e esse mundo. Não compreendo as pessoas, que por muitas vezes não conseguem compreender nada.
Parecem surdas, mudas, cegas e sem tato, parecem que vivem por um proposito menor, sem destinção do que é real ou não.
Tento e quero esquecer tudo isso. Acho que somos uma geração onde tudo se desenvolveu rapidamente, de uma forma que nem nossos pais conhecem as respostas, portanto os filhos passam a viver perdidos, desde o momento que aprenderam a pensar e questionar.

_ Não tenho respostas pai, não tenho, e acredito que Deus também não tenha.

O silencio brotou ali, naquela sala. Todos olharam para mim, mas sem aquela ironia. Todos compreendiam, pois ali, todos são almas perdidas em uma vida perdida de um tempo perdido.

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Devaneios insaciáveis de uma mente sem fim --- Assiris

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Teto de Vidro

Esta é a sua vida.
Você acorda tarde.
Você acorda cansado.
Você acorda com tédio.

Você acorda, olha para o teto, o mesmo teto de sempre, mas isso não te interessa, o que importa se é o mesmo teto de sempre? Dizem que o modo como vemos as coisas, é o modo como vemos a nossa vida.

Nesse caso é, você olha para o teto, e nele reflete-se a vida, você julga o teto, você julga a sua vida.A sua mesma vida de sempre.Então finalmente você acorda, é preciso acordar várias vezes para perceber a realidade.
É preciso acordar.

Você sente a sensação de enxergar por fora? A visão é a mesma, mas a sensação é diferente, parece que se enxerga por uma tela, você é o espectador de sua própria vida, um observador assíduo dela, mas, um participante distante, sua vida é regida por acontecimentos externos, você não é o juiz e sim a bola de futebol.Pois bem, esta é a sua vida, abra os olhos, pode parecer besteira, mas eles estão fechados.

Em algum ponto de sua vida, em algum ponto de sua infância, a vida transformou-se em um sonho, um sonho lúcido, mas ainda um sonho, algo diferente da realidade. Em que todos os acontecimentos foram desencadeados como uma pedra lançada por um desfiladeiro, totalmente sem controle.
Você conseguiu controlar?
Você conseguiu parar?
Será que essa pedra parou de rolar?
Consegue responder?
Esta é a sua vida.

Raios de luz tentam encontrar o seu rosto, a janela do quarto impede, uma janela de vidro azul-marinho encoberta de fita isolante. A fita parece ser antiga, nela encontram-se sinais de luta, alguém tentou arrancá-la, puxou-a com muita força, mas não com força suficiente para arrancá-la, ela continua lá com a sua função, impedir a luz de encontrar o seu rosto em todas as manhãs.
A luz impedia que você acordasse lentamente, ela ofuscava seus olhos o obrigando a ação, não é isso que você quer, você apenas quer pensar, acordar lentamente para um sonho, um sonho lúcido, embora pareça besteira mas você deseja sonhar, você deseja acordar, você vive em um conflito do qual não percebe, sonhar ou acordar, viver assim ou viver assim.

Abra os olhos...


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Obs.: Post de meu antigo blog
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Devaneios insaciáveis de uma mente sem fim --- Assiris

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um suspiro para a felicidade

Ainda o sol não raiara. Ainda os galos não cantara. Deveria estar dormindo, mas o transe não deixara. Meu coração palpitava como uma balada flamenca. Estava inerte em corpo mas em guerra na mente.

Tive um sonho bom.

É tão excitante. Este momento está a rasgar-me as entranhas. Preciso gritar, rir e chorar. Preciso abraçar todas as pessoas ao meu redor. Quero amar a todos nesse momento, e somente neste momento, pois sei que os todos os momentos tem o seu final e que tudo se esvai.

Lágrimas de alegria. Ansiedade descontrolada. Tive um sonho bom.
Meus desejos secretos e sublimes pareciam simples objetivos. Viver está a parecer fácil. O sonho bom estar a confundir-se com a realidade. Eu apenas deixo as coisas acontecerem, como uma pena em pleno ar. É maravilhoso acreditar que tudo é um sonho.

Você aprende a voar
Você aprende a respirar
Tudo está tão simples não acha?

Eu sei, eu sei que a vida não é um sonho.
Eu sei que existe alguém agora, dormindo sobre pedrinhas ao chão, predinhas que arranham, incomodam.
Eu sei que centenas de mosquistos matam a sua fome através daqueles que sentem fome, devorando seu sangue pobre, mas humano.
Eu sei que o único luxo dos miseraveis, é não terem um espelho para se olharem ao acordarem. Pois a vaidade torna-se um grande carrasco para aqueles que não tem onde morar.
Eu sei, eu sei... Mas quero que você saiba que eu tive um sonho! Um sonho bom! Vocês precisavam terem vistos o como é belo o sorriso de um sofredor. Sorriso de miseraveis.

Quando um sorriso brota de um rosto onde reina a dor, o mundo se torna mais feliz, embora as pessoas não percebam, mas eu vi, pois eu sonhei com isso.


Saiba que eu tive um sonho bom!
Se eu tentasse, poderia voar, eu sei que poderia. Eu deveria ter tentado. Porque eu não tentei? Poderia ter seguido rumo ao céu, ultrapassando as nuvens, as estrelas, em direção ao lugar mais distante da humanidade, ao reino de Deus. E quando o visse, pediria, imploraria, me humilhara, faria tudo para que quando eu acordasse e caminhasse pelas ruas, poderia olhar e chorar de alegria por todos os sorrisos de miseraveis.

Ah! Porque eu não tentei subir aos céus!
Eu tive um sonho bom! Um sonho bom!

Mas a luz da razão veio até mim guiada pela luz do sol ao resplandecer em meus olhos.
Eu tinha que acordar, trabalhar, e talvez, viver.

domingo, 20 de julho de 2008

Entre o belo e o sublime

A beleza do sublime está no mistério de um algo a mais.
Eu procuro em tudo um algo a mais.
Eu vivo uma busca pelo sublime.

Nós, a atual geração de humanos, vivemos em uma época marcada pela cópia.
A vida tornou-se difícil, até mesmo insuportável, então as pessoas buscam cada vez mais desesperadamente pela fórmula certa de viver. Encontram em seus idolos, uma imagem de vida, e copiam. Mesmo assim, não se sentem felizes: a felicidade é original em cada individuo.

Onde posso encontrar o sublime em uma era de imitações? Onde as pessoas são completamente iguais? Onde o algo a mais pode ser visto como algo imoral, fora de moda. Minha busca procura por uma raridade. A originalidade de cada ser. Agora ela não é mais vizivel, está escondida nas milhares de máscaras da alma humana.

Minha querida sociedade da moral, a caçadora de belezas: A vida está muito além do que é belo.
O belo é só a face. A sociedade caminha para o fracasso psicologico, buscando a beleza.
O sublime é o conteúdo.

Minha querida sociedade da aparência: Como será o nosso futuro? Como será?
Pensem na evolução humana, o que estamos desenvolvendo nos últimos anos?
A capacidade de copiar os outros seres da nossa espécie?
É isso que percebo.

A pirataria humana.
Que poético.

Que coisa.

Assusta néh?








Assusta nada.
As pessoas costumam detestar este tipo de tópico.
O negócio é blog de paparazzo!


Pelo menos comente!


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Devaneios insaciáveis de uma mente sem fim --- Assiris

terça-feira, 15 de julho de 2008

No despertar de Poseidon

Abros os olhos. Vejo o tempo em minha frente. Corro desesperado mas nunca consigo alcançá-lo.
Ele sempre estará em minha frente. Impedindo uma vida imortal.
Tempo, o maior assassino que poderá existir.
Assassina vidas, culturas e lembranças.
Até mesmo o amor é capaz de assassinar.

Tempo, o senhor do mundo. O grande Deus.

No despertar de Poseidon, onde meus devaneios teriam algum sentido.
Onde os pensamentos ecoariam pela eternidade.
Onde imagino a minha utopia.
Econtrar a eternidade.
Talvez após o fim ela exista.
Não no céu, nem no inferno.
Mas na própria vida. Nos nossos anseios, medos, paixões e vaidades.
Será que viver é um ciclo eterno?

Talvez eu não queira saber a resposta.
A imortalidade poderá ser o fim da vida.

Fim



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